segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Ratha Yatra 2008.

Domingo era dia de Ratha Yatra e Festival da Índia. Fui convidada pela Nalini Sita para ajudar com as flores, apesar de ser alérgica a alguns tipos de plantas acho que é um serviço prazeroso. Na noite anterior ajudei fazendo guirlandas de papel crepom até tardão. Estava um pouco reflexiva e apreensiva sobre o dia do evento, é sempre assim... fico ansiosa e com o coração disparado. Como Jagannatha é lindo!



Dormi na escola do pai da Nalini, que fica bem próxima ao templo. Ela queria que eu a ajudasse bem cedinho decorar o carro do Senhor. Quando acordamos no domingo o sol ainda não havia nascido. Logo que o carro de Jagannatha chegou na Av. Paulista saímos com os arranjos de flores. Estava garoando e nossos corações estavam apertados.



Alguns poucos devotos montavam o carro de Jagannatha, a maioria preferiu ir se abrigar da chuva no templo. A Mãe Narayna estava um pouco preocupada com os esforços dos prabhus, ela nunca tinha visto armar o carro do Senhor do Universo e ficava inquieta com o que julgou a dificuldade dos prabhus. Após alguns instantes, com o carro armado eu e a Nalini subimos para começar a decoração de flores. A chuva apertou, em poucos minutos estávamos encharcadas. Enquanto isso o prabhu Karuna gentilmente procurava capa-de-chuva. Quando ele nos deu as capas, aliviou um pouco, trabalhamos por mais alguns minutos. Esperamos ansiosos por uma estiadinha, como a que teve no ano passado, mas não aconteceu! E pela primeira vez, não houve o grandioso desfile de Jagannatha! E acredito que esse fato é bom para todos nós envolvidos direta ou indiretamente com o serviço devocional pensamos em nossas atitudes, vermos se estamos sendo éticos, arrogantes, humildes, sinceros e quando conseguimos enxergar um defeito em nosso serviço, teremos a grande oportunidade de melhorar. Não devemos nunca perder a oportunidade de evoluir.



Depois de desmontar os arranjos feitos para o carro de Jagannatha, fomos para o templo. A Nalini e eu, completamente ensopadas. Mas depois de algum tempo ficamos secas, estava muito quente e o calor humano favorecia. O templo estava lotado como há muito tempo não via, nem o Janmastami (ocasião que recebemos muitos indianos) estava tão cheio. Fiquei feliz em rever alguns devotos que estavam afastados, Gurudeva também veio e para mim, qualquer atração musical internacional é completamente menor que a presença do Guru. Quando ele entra num ambiente, parece que preenche o local com sua energia positiva.



O altar abriu por volta de meio-dia e meia e Jagannatha opulosamente enfeitado deu darshan. Eu estava encostada no altar, como a sala do templo ficou completamente lotada e não ia dar para dançar, aproveitei o momento que permaneci bem junto das deidades para cantar, me emocionar e ficar muito feliz. Cantei o gayatri e enquanto isso Gurudeva liderava o kirtana.



Associei-me bastante com os devotos queridos. Gurudeva pediu para que eu fizesse serviço para a deidade do Adi-templo e hoje pela primeira vez servi diretamente Jagannatha. A Mataji Govinda Lilamrta se predispôs a me ensinar. O serviço é bem complexo, porém muito prazeroso, cozinhamos para a deidade, trocamos a roupa da deidade, colocamos a deidade para dormir... cantamos o gayatri coladinhascom Jagannatha. Puro néctar! O legal é que a Govinda mora aqui em Osasco, então uma mão vai lavar a outra: ela me ensina a cozinhar e fazer arati e eu dou carona para ela até o centro de Osasco. Na realidade eu sou duplamente favorecida porque odeio voltar para a casa sozinha, morro de medo das sinaleiras.


Fotos de ontem:







Os prabhus com muito trabalho, ainda agravado pela garoa, armaram o carro de jagannatha.


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Bhava, Mãe Narayna e Nalini Sita.




Nalini Sita e eu. Uma das grandes amigas que ganhei nos últimos tempos.




Karuna carrega a roda de Jagannatha.




Trabalho em equipe.




S2, a Nalini disse que significa coração.




Bhava e Nalini.




Os prabhus manobram o carro da calçada até a Av. Paulista. Era hora de enfeitarmos o carro com muitas flores.




Tomamos bastante chuva. Porém o prabhu Karuna trouxe-nos capas de chuva! Obrigada prabhu!




Devidamente empacotada.




A Nalini lembrou que esse foi o primeiro serviço devocional que fizemos juntas.




Mãe Narayna, também tomo chuva.




O carro foi ficando muito lindo.




Tinham poucos devotos “curtindo” uma chuva. A grande maioria estava no templo.




Nalini e Karuna. Quando recebemos a notícia que não iria ter ratha yatra, voltamos para o templo. Deixamos os arranjos de flores e as guirlandas de Jagannatha.




Eu e a mãe Narayna. Estou sorrindo a toa.




Eu e a Áurea de Salvador.




Uma foto do bhajan. Na hora que o altar abriu estava coladinha com o altar. Foi emocionante. As deidades estavam lindas, cantar o gayatri ali foi uma experiência impar.




Estava espetacular. Parabéns para o pujari.




O mais lindo de todos.




Subhadra.




Balarama.




Jaya Goura Nitai!




Gurudeva é estático. Estava cansada na hora do kirtanaquando o Guru entrou na sala do templo pulei de tanta alegria.




Transcendental.




Mais uma para garantir.




Conversei com muita gente que não via há muito tempo. Fui tomar um açaí com uns devotos e depois fomos ao colégio da nalini pegar umas coisas que tinha deixado lá. Era só uma passadinha, mas dourou muitas horas. Na foto: Govinda e Nalini.




Nalini frenética, ao tentar sacanear o Doyal, deu com o rosto na parede.




Eu e a Govinda.




Colinho da amiga é bom demais.

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